Na última quinta-feira, feriado de Tiradentes, o bonde destinado ao climb foi grande e diferenciado! A Arara estava crowdeada, e pelas mulheres! O bonde das mulheres foi bem maior, representativo e animado.
Clara, Kenia, Carla, Sayuri e Adriana
Setor das Fissuras crowdeado
Adriana na Arara Amandinha
Sayuri na Arara Amandinha
Além do ótimo crowd das meninas na rocha, rolou mais um cadena na via Sem Saída por Gabriel e mais uma nova e linda via aberta no setor dos negativos e certamente um oitavo duro!
Gabriel a caminho da cadena da Sem Saída 8a br
Breve o guia terá atualização dessa e mais outra via aberta recentemente no setor das fissuras por Emerson, Tilak e Gabriel chamada de Diedro da gota d'agua, provavelmente um sétimo.
Para quem sempre está envolvido com atividades outdoor ou áreas remotas é de fundamental importância está conectado e conhecer mais sobre este assunto, sobre as serpentes que aqui existem.
Link disponibilizado pela editora, você pode acessar o livro didático Serpentes Peçonhentas de Paulo Sergio Bernarde.
Durante o feriado de carnaval estivemos em Santana do Ipanema/Alagoas pra produzir algumas novas vias junto a Samuel e Henrique, e assim contribuir no desenvolvimento da escalada em Alagoas e para o próximo EENE em Alagoas que está por vir.
Como eh de costume, final de ano... rola aquela pausa nas
publicações do blog... mas a escalada continua.
Fizemos algumas escaladas na Arara e algumas investidas em
Alagoas, estivemos na Serra da Camonga em Santana do Ipanema para o encontro de
escalada de 2015 e assistir a palestra do nosso amigo Ary.
Para quem ainda não sabe Santana do Ipanema será o
palco do próximo Encontro de Escaladores do Nordeste 2016. Aproveitei para dar uma passadinha no Serrote do Vento em
Estrela de Alagoas para mostrar ao Ramon alguns projetos inacabados e tentar
convencê-lo de participar. Assim marcamos para retornar no inicio do ano, provavelmente
Janeiro para abrir algumas esportivas e finalizar um projeto de uma via
tradicional.
Então, no final de ano Emerson, Ramon e eu (Odorico), dia 26 de Dezembro,
meio sem planos, pois a pretensão era ir pra Itatim, de última hora as coisas
mudaram e acabamos alterando a trip pra Alagoas.
Chegando ao Serrote começamos os trabalhos em uma parede que
fica de frente para a estrada e possui o acesso mais fácil, face norte (sombra
a tarde), abrimos a primeira via pra ver como ficava, malhamos e deixamos pra
terminar no dia seguinte.
A noite uma bela lua ajudou a embalar o descanso, no dia
seguinte com as baterias renovadas voltamos a parede e finalizamos a primeira
via, batizada de Transamazônica (6o sup - 30m), uma via bem legal de
regletes na saída depois vai ajudando, melhorando até virar agarras boas até o
final, lembra um pouco em inclinação e tamanho de agarras as vias da toca norte em Itatim.
A tarde abrimos mais duas vias ao lado direito da primeira,
sendo a Transnordestina (7a - 30m) no mesmo estilo da primeira porém mais
geniosa e a Transmolezinha (4sup - 28m) essa sim um passeio.
No terceiro dia após finalizarmos as proteções das 3 vias já
não estávamos mais com a mesma energia... e resolvemos descansar para no dia
seguinte olhar o projeto tradicional que havíamos visualizado na trip anterior.
Quarto dia seguimos com o material para a face sudeste onde
chegamos na base da via que fica uns 20 metros a esquerda da Meu primeiro
abandono, Emerson arrumou os equipos e entrou na conquista por uma fenda que
estava cheia de mato. No momento era a única opção, uma arvore aqui, um arbusto ali, uma peça,
outra arvore, perdi ele de vista... assim foi até que parou e gritou,
"pode vir".
Dali mais uma esticada por mais mato até chegar na base
da fenda que havíamos planejado, depois de 45 metros. Emerson montou a parada
em móveis para a seg e entrou na fenda, após uns 10 metros ele gritou "Cheguei na
parada, mas acabou a fenda". Assim nossa empreitada acabou terminando mais
cedo, ninguém estava com disposição para seguir com a conquista em fixo, então
acabou ficando para ser finalizada em uma próxima oportunidade.
Claro que em homenagem a natureza abundante da fenda o nome
da via ainda inacabada ficou "Trepa-mato Tradicional" IIIo - 60 m.
Na saída ao dar a volta pelo morro visualizamos bons blocos
pra boulders e algumas paredes boas pra esportivas na parte sul, mas isso já
será historia pra uma próxima trip... em breve.
Hoje minha intenção é mudar um pouco do foco em trips de
conquistas, escaladas e explorações; e falar de um tema que certamente muitos
já ouviram falar mas não se aprofundaram no assunto.
Estou falando de três aspectos sobre as costuras:
- Diferença entre mosquetões
- Qual a posição dos mosquetões na costura.
- Qual a orientação da corda na costura.
1) Diferença entre mosquetões
Primeiramente, chamo atenção que algumas costuras não diferenciam
os mosquetões que vão na proteção (chapeletas, grampos), dos mosquetões que vão
na corda. Contudo a maioria dos fabricantes, monta suas costuras de forma que o
mosquetão da corda seja diferente do mosquetão da proteção. Alguns deles são
diferenciados pela cor apenas, outros pelo formato (mosquetão curvo vai na
corda) ou as vezes por ambos. Este procedimento tem uma razão, o mosquetão que
é colocado nas proteções de metal, como chapeletas e grampos, sofre com o
desgaste do atrito do metal contra o metal, o que cria irregularidades nas
superfícies. O mosquetão que recebe a corda, na hora da costurada, deve estar
ou ser o mais liso e polido possível uma vez que a corda irá correr por dentro
dele em caso de queda. Se os mosquetões forem trocados, um dos principais riscos
que o escalador corre, acontece quando as irregularidades e rebarbas criadas
pelo atrito no mosquetão danificam a capa da corda, podendo abrir a capa da corda e em
casos mais extremos, até mesmo cortar a corda. Abaixo um vídeo ilustrativo do
fato descrito acima:
O segundo aspecto que gostaria de destacar é o motivo pelo os
mosquetões das costuras devem ser mantidos sempre para o mesmo lado.
Basicamente está intimamente relacionado a ideia de que se a via segue
para a direita, o gatilho do mosquetão da costura deve estar virado para
esquerda e vice-versa. Deve ser feito desta forma, porque isso evita que o
gatilho se abra quando a costura é puxada pela corda do escalador. Por exemplo,
se o escalador vai para a direita, pode acontecer dele puxar a costura contra a
parede. Neste caso, se o mosquetão está errado com o gatilho virado para
direita, o gatilho pode bater na parede e se abrir permitindo que corda saia da
costura, ou mesmo que a costura gire e se descosture do grampo.
Abaixo, um vídeo demonstrativo do que foi explicado acima.
A corda deve passar sempre pelo mosquetão curvo para fora da rocha.
Lembre-se de orientar a costura com o gatilho posicionado para o lado oposto ao que a linha da via irá seguir.
Este é um ponto muito importante pois a orientação errada, no momento de uma queda pode ocasionar que a própria corda abra o gatilho do mosquetão saindo da proteção.
Costuras torcidas também geram riscos durante a escalada veja na imagem abaixo.
Então resumindo:
1) Monte sempre suas costuras diferenciando os mosquetões que vão
na corda dos mosquetões que vão as proteções.
2) Mantenha sempre os gatilhos dos mosquetões virados para o mesmo
lado.
3) Posicione o gatilho oposto a linha da via.
Se você não entendeu os motivos de tais procedimentos, peça
auxilio a um escalador mais experiente, faça um curso básico de escalada e tome
estes procedimentos como regra para sua segurança!
A escalada é um esporte de risco, faça um curso com um profissional. As informações contidas aqui não substituem a necessidade de um curso.
Para maiores informações consulte algumas referências:
O encontro deste ano foi marcado pela consolidação da escalada no estado, trazendo novos adeptos e unindo mais os já existentes. A galera que vem escalando há pouco mais de um ano e que foi ao encontro do ano passado mostrou que veio apertando forte, fazendo diversas cadenas e mostrando uma grande evolução em pouco mais de um ano! Além disso, os novos participantes do grupo fizeram uma belissima estreia na rocha.
Uma parte da galera.
Por conta do prolongado inverno desse ano foram abertas poucas vias, e as poucas vias foram no setor Escolinha, setor recentemente aberto e destinado a galera que está iniciando na escalada. Duas vias desse setor fizeram sucesso, a Bolas de porco espinho 5º já conhecida, e a recentemente aberta, a Aerolitos, em homenagem a Chapolin Colorado, um 4ºsup de 29 metros, detendo a cordada mais longa da Arara.
O clima nos três dias do evento foi bastante agradável, temperatura amena e as rajadas de vento ajudou amenizando o calor que ocorre durante essa temporada e assim garantindo ótimas escaladas. Além do setor Escolinha com as vias novas mencionado acima, o das Fissuras e o dos Negativos teve bastantre apreço pela nova "molecada". Rolando assim diversas cadenas na tão desejada To fly to flow 7ºb, Platô pra cá 5ºsup e a Tatuíra 7ºa, garantindo muitas risadas e diversão.
Na noite do domingo a janta foi garantida mais uma vez por seu Messias, como de costume, regada a muita fartura, carinho, e sem esquecer de sua alegria sempre estampanda no rosto. Obrigado Seu Messias!!
Voltando a escola finalizamos a noite com o sorteio dos brindes, muita viola e cerveja.
Rangaria em Seu Messias!
Viola garantida todos os dias na rocha.
Os casais conquista!
Nik levando os totens da Sapo Agarras.
Vamos deixar de muita conversa fiada!
Confira as fotos e o video que mostra muito bem como foi o encontro desse ano.
Apertaaaa!!
O Escalacaju e a AMES gostariam de agradecer mais uma vez pelo apoio da Prefeitura Municipal de Macambira e das empresas, Conquista, Sapo Agarras, IBBM Engenharia (chapeletas e grampos), On Sight, Kayana, Espaço Ícaro, Kanidia Bike e a Multicriativa que vem a cada encontro vem incentivando escalada em Sergipe.