segunda-feira, 8 de junho de 2015
Feriado de chuva...
em Brejo da Madre de Deus. A chuva nos permitiu escalar com a pedra seca somente na quinta-feira a tarde após as 16:30 durante quase duas horas. Ao lado, na Pedra dos Desenhos, a via Pica-Pau (6 E1). Abaixo, na Pedra da Bicuda a via BBZim (3 IV sup E2).
Na sexta-feira a chuva deu uma trégua após as 14h, mas durante a via que iriamos fazer na pedra da bicuda, a chuva voltou com força e tranformou a via numa cachoeira. No fim da segunda cordada, abandonamos a via e eu rapelei todo molhado.
No sábado não foi diferente. Chovia até o meio dia e depois a pedra secava. Quando chegavamos perto do setor de escalada, a chuva voltava. Foi um ótimo feriado para descansar e curtir a gastronomia.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Divulgando o EENe 2015
Salve monstraiada.
E o melhor, abriram as inscrições!!!!
http://www.
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Serra Encantada - Santa Brígida - Bahia
A história
começa com algumas conversas animadas durante treinos e escaladas com Emerson que
já havia visitado a serra... logo pesquisamos mais sobre o local, acesso,
altura e em poucos dias já estávamos convencidos que esta seria uma empreitada
que valeria a pena.
Faltava convencer dois comparsas pra participar da
empreitada, o que também não foi difícil, então já éramos quatro, André, Emerson,
Heitor e eu (Odorico). Logo tudo já
estava pronto equipamentos, barracas, comida e água... muita água.
Saímos dia
17 de Abril no horário marcado sem contratempos, quase um milagre nessas trips.
Chegamos em Santa Brígida por volta do meio dia, almoçamos fizemos contato com um
grupo local que nos orientou um pouco sobre trilhas de acesso e contou algumas
histórias sobre tentativas de ascensão, lendas sobre espíritos que vagam na
serra à noite, daí o nome Serra Encantada.
Primeira visão da Serra Encantada.
Lendas
a parte, seguimos ao nosso destino, após algum tempo de reconhecimento chegamos
num sítio que parecia ideal para montar acampamento e dali seguir para a
escalada, ali conhecemos o proprietário Seu Zé, uma figura ímpar dessas que
agente só conhece nesse sertão. Logo nos ofereceu abrigo, água, sombra e
cadeiras. Quando explicamos da nossa intenção de escalar a serra ele se
empolgou, nos passou todos os betas sobre toda a escalada, seu Zé já subiu, solando
sem corda, algumas vezes mas sabe como é aos seus setenta e tantos anos já não
dá mais pra repetir a cadena. Seu Zé nos levou até a base da serra com uma
disposição invejável, subida forte de uma hora debaixo de sol forte.
Seu Zé passando os "betas".
Reconhecemos
a base olhamos as linhas e decidimos iniciar a subida pela linha da chaminé mais
óbvia. Emerson e André tocaram a primeira cordada toda em móveis chegando na
entrada da segunda chaminé, ali Emerson já no escuro encontrou um bloco gigante
entalado, montou a parada e rapelou. A noite churrasquinho e boas risadas na
beira da fogueira com um céu de estrelas daqueles que agente só testemunha
longe das luzes da cidade.
No sábado
Heitor e eu entramos na parede as sete horas repetimos a primeira enfiada e
iniciamos a segunda cordada, uma chaminé perfeita com uma fenda de dedo pra
proteger, na metade da cordada tivemos uma surpresa, um píton que estava mais
pra talhadeira de uns 10 anos atrás bem batido na fenda, não tive dúvida coloquei
um cordelete e costurei... kkk.
No sábado iniciando os trabalhos.
A
segunda cordada terminou numa parada natural laçando um bico de pedra, Heitor
subiu limpando e tocamos a terceira esticadinha de uns 15 metros num positivo
meio exposto cheio de vegetação onde só achei lugar pra uma peça até o platô e
lá uma fenda horizontal onde montamos a parada. André e Emerson subiram logo
atrás com a furadeira e chegaram ao platô por volta do meio dia, conversamos e
infelizmente devido a minha febre e mal estar resolvi descer dali e a galera
pra não me deixar desceu junto. Montamos uma parada e rapelamos.
Galera reunida no platô.
Foi uma
bela empreitada que abriu nossos horizontes quanto a escalada em móveis,
arenito, logística, nos rendeu excelentes risadas e claro fica o convite pra
retornar em breve e finalizar o cume.
A via - Chaminé Febril - 4osup D1 E1 - 60m
1 Jogo de Cam's #0,3 - #3, Nuts, Tricams (Abalacs)
Em breve disponibilizaremos o croqui detalhado.
sábado, 11 de abril de 2015
Reflexão sobre intervenção em vias
A edição 133 de out-2013 do Moutain Voice http://mountainvoices.com.br/mv133.pdf
apresentou um artigo sobre interverções em vias de escala. Naquela época eu
escrevi uma pequena dissertação sobre o tema e agora, por motivos aleatórios, resolvi publicá-la.
Obra de arte ou engenharia?
Refletindo um pouco sobre a polêmica intervenção em vias,
creio que o ponto central da discussão esteja em estabelecer a definição de via
de escalada. Uma via é uma obra de arte ou uma obra de engenharia? Ou ainda uma combinação das duas? Ou ainda,
uma via pode nascer como obra de arte e
com o tempo vire uma obra de engenharia, pois necessita de manutenção. Bem, minha ideia é estabelecer uma discussão em
cima disso.
Ninguém imagina que as obras de Oscar Niemeyer sejam eternas
da mesma forma que uma ponte e um viaduto o sejam. Ambas precisam de
manutenção, mas se for assim, o que diferencia um da outra? Obras de arte foram concebidas dentro de num
padrão que deve ser respeitado ao máximo quando passa por restauração. Pensem nas obras de Aleijadinho, nos
monumentos de praça publica, em pinturas expostas no MASP. Qualquer restauração
deve ser fidedigna a proposta original. Imagino que um restaurador estuda por anos técnicas de restauração, bem como a historia e o estilo do criador
de uma obra de arte e passa por milhares de horas de trabalho sob a supervisão de um mestre
até se gabaritar como restaurador.
Por outro lado, quando uma obra publica apresenta problemas
o que os gestores fazem? (ou deveriam fazer?) Contratam uma firma de engenharia
para estabelecer um laudo técnico que irá balizar a recuperação da obra
publica, seja na sua forma original ou em sua total desconstrução para dar
lugar a algo mais moderno e eficiente. Ou seja, em ambos os casos, as manutenções devem ser feitas.
Vamos qualificar obras de engenharia e obras de arte. Arte
individual, engenharia coletiva. Arte é emoção, engenharia razão. Arte é
apreciada, a engenharia usada. Arte lado direito do cérebro, engenharia lado
esquerdo. Arte, por menor que seja, você
pode apreciar por horas, engenharia, por maior que seja, você usa rapidamente e
ás vezes nem nota. Arte para ser
apreciada no todo para ser completa, uma obra de engenharia pode ser usa apenas
a parte útil para você naquele momento.
Ambas pertencem ao estado, são de domínio publico. O “pecado”
da via de escalada é que nunca foi “notada” pelo estado, é esquecida e não
pertence a ninguém. Talvez esteja
ponto crucial da questão. As vias devem
ser registradas como patrimônio público. Quem quiser modificar ou dar
manutenção deve solicitar permissão formal ao órgão gestor que pode ser
associação de montanhismo ou entidades congêneres. Quem resolver fazer alguma alteração em
alguma via, sem permissão, deve arcar com as consequências, talvez, como punições a danos ao patrimônio publico.
Claro que de tempos em tempos as vias de escalada precisam
passar por alguma manutenção. Porém, a forma como esta deve ser feita, ou recuperada
ao seu estado original ou desconstruída para dar espaço a algo novo ou um meio
termo, permanece um tema nebuloso. A solução da questão talvez surja quando existir uma definição clara de via
como arte e/ou obra de engenharia. Sabemos que a questão não é tão simples assim,
contudo esta é só uma ideia que talvez mereça ser discutida.
Emerson
Emerson
quarta-feira, 4 de março de 2015
Feriado na Arara e extensão da via Couro de Cobra.
No último feriado de carnaval o Escacaju retornou ao point pra dar continuidade a tão desejada extensão da via Couro de Cobra em um dos setores novos, o da Fenda. Odorico, Emerson, Anderson, Dayana e Rodrigo se embrenharam nessa empreitada e extenderam a segunda cordada da via, que agora conta de por volta dos 40m e faltando provavelmente mais uma cordada para o cume.
Relato da empretiada:
Essa última empreitada rendeu varias horas de perrengue na abertura da via e boas conversas durante a noite após algumas cervejas geladas.
O primeiro dia foi reservado a escalada no setor dos negativos, entradas nas vias teoria do caos, eta carai e jacaré. Além do mais, foi o batizado de Rodrigo na pedra. Claro que não fizemos nenhum trote humilhante como os praticados contra calouros de universidade (risos). Foi algo bem mais leve, o clássico levar a mochila da furadeira.
Após o meio dia, nos deslocamos ao setor da escolinha para avaliar a continuação da via bolas de porco espinho. A tentativa de tocar a via para cima em móvel foi abortada pelas condições da pedra.
O objetivo do segundo dia foi tocar a desejada segunda enfiada da couro de cobra. Durante 4 horas os "hérois" ficaram pendurados furando, batendo, escalando, dando segurança, e até caindo em cliff que soltou. Mas ao final todo árduo trabalho de extensão da via finalizou com o rappel de 40 metros com um visual maneiro e conclusão da meta estabelecida.
Odorico e Anderson na cordada de muito trabalho.
Odorico e Emerson na análise de extensão na Bolas de porco espinho.
seu Messias e acampamos por lá mesmo. Para quem tiver interesse e tempo
para conhecer a cidade de Macambira e a Pedra da Arara, pode ligar para (79)-9937-7739.
Rodrigo, Odorico, Messias e Anderson
Fotos de Rodrigo Cortez
Apertaaaa!!
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Video sobre o III Encontro Entre Amigos da Arara 2014
Recentemente amWilkerock Agarras uma das patrocinadoras do encontro finalizou um video-teaser sobre todo o evento com depoimentos de alguns dos realizadores do evento e todo o moçada participante do Encontro, assisti abaixo e confere um pouco mais como foi o Encontro entre Amigos desse ano de 2014.
Link - Video Encontro entre Amigos 2014
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Release do Encontro entre Amigos da Arara 2014
Parte da galera participante do Encontro.
Obrigado a todos que fizeram acontecer mais um Encontro entre amigos da Arara. A galera de Salvador, a moçada do Slacklife, Feira de Santana, e demais localidades da Bahia que compareceram, foi especial ter a vibe de vocês! Muitas risadas, novas amizades, cadenas e claro, escalada de verdade!! Esse é o espírito do encontro, unirmos e confraternizarmos!
Agradeço também a Ita Anderson em nome da prefeitura de Macambira, obrigado pelo suporte, a seu Messias com o jantar e o acolhimento maravilhoso em seu restaurante e aos novos adeptos da escalada aqui em Aracaju, a molecada e as meninas que fizeram bonito durante o encontro, escalaram muito! Ficamos muito felizes em ver a evolução dessa galera na rocha, mandaram muito bem!
Próximo ano tem mais e com essa mesma vibe!!
Abaixo algumas fotos selecionadas do sábado.
A manhã de sábado foi no setor dos Boulders.
A galera apertando no setor dos Negativos e no das Fissuras.
Mais algumas fotos da confraternização e sorteio dos brindes, o brindes foram por conta da:
Obrigado a todos, a escalada no nordeste só tem a evoluir!
Valeuuuu, vamo apertar!!
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